Uns choram. Outros vendem lenços
Chora que passa:
momentos de inspiração
'eu sou camus, minha vida é.'
'é o quê?'
'é, oras.'
'não entendi. minha vida é... parece música do pet shop boys.'
'...'
'a musica aquela... se a vida é... ai lóvi-ú.'
'não sei. não importa.'
'pô, tu não curte pet shop boys?'
'não sei.'
'puta cara chato.'
'se você diz.'
'reage, meu!'
'não. tá assim.'
'ah, então vai pro inferno. que peste.'
'peste?'
'tá eu sei que ninguém fala assim fora dos filme dublado, mas precisava de uma espécie de punch line.'
'tudo bem. deixa assim.'
Chora que passa:
momentos de inspiração
'eu sou camus, minha vida é.'
'é o quê?'
'é, oras.'
'não entendi. minha vida é... parece música do pet shop boys.'
'...'
'a musica aquela... se a vida é... ai lóvi-ú.'
'não sei. não importa.'
'pô, tu não curte pet shop boys?'
'não sei.'
'puta cara chato.'
'se você diz.'
'reage, meu!'
'não. tá assim.'
'ah, então vai pro inferno. que peste.'
'peste?'
'tá eu sei que ninguém fala assim fora dos filme dublado, mas precisava de uma espécie de punch line.'
'tudo bem. deixa assim.'
Chora que passa:
...
O budismo pode ser apresentado como um remédio. Olhemos esse aspecto em primeiro lugar. O próprio Buda ofereceu os ensinamentos dessa forma. Quando o Buda era um príncipe, percebeu que todos os seres estavam submetidos a uma doença geral. Essa doença tem um nome específico, mas não existe correspondente para essa palavra no Ocidente. Lá no Oriente chamam essa doença de duka. Embora todos tenhamos essa doença, talvez não percebamos sua existência. Essa doença é algo como alegria e sofrimento inseparáveis. Na visão budista existe uma única palavra para esses dois conceitos, eles não podem ser separados. Em nossas línguas acontece o contrário, estes conceitos estão separados e não podem ser unificados em um único termo.Duka pode ser explicado de forma simples a partir do fato de que, quando temos alegrias, elas são sempre, simultaneamente, sementes de sofrimento. Dizemos que esta é uma experiência cíclica — é como uma roda girando entre as polaridades de estar bem e estar mal. Gostaríamos de encontrar o freio quando estamos na região de felicidade, e gostaríamos de acelerar quando estamos tristes. Às vezes achamos que encontramos um controle de velocidade desse tipo, mas logo surgem problemas nessa tentativa de controle.
...
mantraguias
Chora que passa:
TALES FOR THE CRYPT
Após pedidos carinhosos e tenazes que um querido amigo que não pára inerte sequer quando encontra-se com hepatite A, faço, aqui, um retorno mais ou menos alquebrado a esse cantinho aqui.
Essa é para ti Claus.
Um grande beijo & um de seus queijos, incluindo uma goiabada de tuas oringens...:)
Once upon a time em que a Maldade morreu e a Piedade, burrinha que era, deixou-se morrer no mesmo dia da outra.Assim, ambas tiveram a companhia uma da outra durante todo o trajeto que deambularam na estrada dos mortos, lado a lado, caladas; mas após um tempo incontável, finalmente chegaram na bifurcação derradeira.Ali, a Piedade Burra disse com nojinho: Aqui nos separamos. Soltaram-se as mãos, e a Piedade Burra foi-se indo na direção dos anjos.Mas um demônio agarrou pela barra da saia da Piedade Burra e alertou-a que ela devia ter tomado o mesmo caminho da Maldade. Não,não, mas eu... - disse a Piedade Burra; mas foi logo grudada por vários demoniozinhos endefluxados e então arrastada para o outro caminho, onde a Maldade a esperava, observando tudo o que acontecera com um sorrisinho discreto no canto dos lábios. Pouco adiante foram recebidas, cada uma, por suas vítimas: milhões de furiosas pessoas estropiadas e ensangüentadas, com lâminas afiadas amarradas aos cotos. Dizem que a Maldade sofreu seu castigo achando graça da expressão horrorizada estampada no rosto de sua querida e chocada amiga.
Vitrolinha: Ben Harper - o último.Certo saudosismo no ar.....
Chora que passa:
A SOBERBA DE SIMONE DE BEAUVOIR
Nenhuma mulher (moderna) quer ser uma Sibyl Vane. O destino de toda mulher é ser uma Sibyl Vane. Não descobriram ainda, mas isto está no cromossomo X.
O talento masculino pode dar as mãos à realidade. Mulheres talentosas têm uma agradável surpresa ao enxergar a realidade para além de seu narcisismo tipicamente feminino (às vezes altamente artístico): introvertem-se de vez (caminham na direção oposta) ou aceitam a realidade passivamente, como um cão faminto que fareja (e desconfio que esta seja sua natureza) e - rápida piscada de olhos - o talento desaparece, deixando a agradável realidade, a insípida tarefa de lavar a mesma louça todos os dias.
Mulheres gostam de encontrar-se ao comer chocolate, costurar botões na blusa favorita, observar de perto a beleza dos próprios cabelos sob a água do chuveiro, pensar na lancheira do filho enquanto passam as marchas do carro.
Perder-se + encontrar-se + aliar isto à realidade + não perder o gênio é uma virtude tipicamente masculina.
Ando um pouco pessimista.Influência acadêmica talvez...
Chora que passa:
PTIALINA TAUMATÚGICA
Quando eu, num acesso de fora-da-casice, digo que a abordagem real-naturalista na arte falha por ser incapaz de abarcar a bizarrice inominável que é a existência humana, tem gente que ainda discorda.
Aí eu leio um pedaço de um artigo que saiu em um jornal que nem sei mais qual é e vislumbro instantaneamente quem está com a razão.
Por exemplo:
Em São Paulo há uma igreja evangélica denominada CUSPE DE
CRISTO.Para os entendidos na palavra de Deus, nao é muito difícil deduzir que refere-se à passagem biblica em que jesus cura um cego com o lodo feito de sua saliva.
Não sei se rio ou entro em depressão profunda.Só sei que desceu a ladeira minha crença na raça humana enfim...
Chora que passa:
Valhala da informação fluindo livremente é possível.
Tava lendo um pouco de mitologia nórdica e essa idéia pareceu-me bastante cabível para um assunto há anos fora de questionamento...
Numa lembrança pouco a ver, penso serem essas as coisas que eu queria ter visto discutidas no Fórum Social, mas aquele bando de hippies sujos continua só pensando em Sartre, Guevara e fazer "Revolução" de Kalasnjkov na mão. Argf...
Chora que passa:
Pergunta que me parece PERTINENTE da ponta dos CABELO até a ponta dos DENTE:
Blog do Cardoso
Chora que passa:
MÁS COMPANHIAS
Flog
Em plena prova na segunda-feira e já enchendo a lata...Ando com inimigos do saber, os culpem, os culpem...Nada sei.
Chora que passa:
Men seldom make passes at girls who wear glasses
Inacreditável. Estou enxergando muito, quase demais. Troquei de óculos, após quase dois anos e, igualmente, o dobro de grau depois. Quase dói. Agora entendo por que as disconexões acerca do grau apolíneo de meus esquemas com minhas amigas. Do professor que insistia em reproduzir garranchos no quadro. De todas aquelas fotos fora de foco. Estou enxergando demais. E, para completar a cena dostoievskiana por tanto desespero, preciso tomar cuidado com o chão, porque fico pisando no ar e me atrapalho toda e tropeço e começo a rir sozinha na rua. OK. Tudo bem. Só não queria ver esses poros escancarados no meu focinho.